Crianças com necessidades especiais: um desafio para toda a família

Em algum momento, todas as famílias estão sujeitas a algum tipo de alteração na sua dinâmica. De repente pode ocorrer uma crise inesperada, como por exemplo o nascimento de uma criança portadora de um qualquer tipo de necessidade especial.

Receber a notícia de que um filho é portador de necessidades educativas especiais não é fácil. É preciso enfrentar a realidade da perda do bebé idealizado e a existência de um bebé diferente. É uma tarefa árdua e dolorosa para a família.

A família precisa de tempo para fazer o luto da criança idealizada e exteriorizar os seus sentimentos. É através deste processo que a família vai ganhar maior consciência da realidade e aceitar a condição da criança.

Após a fase inicial de impacto vivido pela família, a existência de uma criança com necessidades especiais irá continuar a exigir novas organizações no sistema familiar, para que este consiga responder eficazmente às necessidades da criança. Assim, estas famílias deparam-se diariamente com um sem número de situações e desafios com os quais podem ter grandes dificuldades em lidar.

Muitas vezes, estes pais não têm qualquer tipo de apoio psicológico e, à medida que a criança cresce, outras preocupações surgem, nomeadamente quando se aproxima a idade escolar. Os pais procuram as melhores creches e as melhores escolas mas veem-se confrontados com novas dificuldades: nem sempre a organização escolar está preparada para receber adequadamente crianças com necessidades especiais.

Apesar de todas estas contrariedades e desafios, os pais de crianças com necessidades especiais podem encontrar dentro de si habilidades para reaprenderem a ser uma família feliz.

O trabalho colaborativo entre os docentes, as famílias, os psicólogos e os restantes elementos da equipa que acompanha a criança é essencial. Cada técnico, com a sua especialidade, ajudará a família e a criança nas seguintes áreas de intervenção:

  • Estimulação sensorial (por exemplo, reagir a estímulos visuais);
  • Motricidade (por exemplo, controlar a postura);
  • Atividades da vida diária (por exemplo, alimentação; vestir; higiene);
  • Comunicação;
  • Relações interpessoais (por exemplo, reagir ao contacto físico com outra pessoa);
  • Cognição (por exemplo, adquirir noções de tamanho, cor e forma);
  • Ocupação (por exemplo, realizar trabalhos em madeira);
  • Tempos livres.

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